Mostrar mensagens com a etiqueta A minha bebé dos 0 aos 6 meses. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta A minha bebé dos 0 aos 6 meses. Mostrar todas as mensagens

sábado, 14 de novembro de 2015

O grande dia

Como a princesa não queria nascer, o parto ficou marcado para dia 29 de Julho às 41 semanas.
Tal como da primeira vez a marcação estava para as 9 horas da manhã. Deixámos o Rafael na casa dos meus pais e lá fomos nós antecipados. Para a ocasião posso dizer-vos que até ia bastante serena.
O meu nino tal como da primeira vez teve que ficar umas horas fora do bloco de partos a aguardar que o chamassem. Nessas horas, cerca de duas, comecei por fazer um CTG, onde estive acompanhada por uma colega do curso de preparação para o parto.  Depois fui ter com a obstetra que me fez o toque. Como a princesa ainda estava muito em cima e estava tudo composto para mais umas semanas dentro da barriga, a obstetra descolou as membranas para adiantar e foi bastante doloroso.
Depois tive que vestir uma bata aberta atrás e outra ao contrário para servir de robe.A seguir fizeram-me ir entregar os meus pertences ao meu nino e como sou bem mandada lá fui eu com um ar super Uau à porta dar espectáculo...
Depois levaram-me para a minha suite e fizeram-me perguntas e mais perguntas, deitaram-me e a seguir como da primeira vez rebentaram-me uma veia da mesma mão... a sacana é teimosa... tudo isto para me porem a soro e com o medicamento para acelerar o parto. Também tive sempre com o aparelho do CTG na barriga, sempre que me mexia aquilo desligava e apitava, o que fazia as enfermeiras irem lá imensas vezes.
Desta vez as coisas foram diferentes, também já se passaram praticamente 7 anos e as coisas têm que evoluir. Tive direito a televisão todo o dia, confesso que só lhe liguei na primeira hora porque depois...De hora a hora tinha direito a um copo de agua e se quisesse podia comer rebuçados. 
Por muita pena nossa a máquina fotográfica não pôde entrar e telemóveis era impensável. Teve tudo que ficar num cacifo no lado de fora.
Desta vez tive dores logo muito cedo, para mim pareciam contracções mas o CTG dizia que não e as enfermeiras também. Sempre que a menina mexia era uma tortura, acho que teve a ver com o descolamento das membranas.
De vez em quando iam fazer o toque e diziam-me que não descia, que estava atrasado. O meu nino foi almoçar eu cheia de dores, ele voltou e continuava com dores... até que me deram a epidural. Nesse momento o meu nino saiu para lanchar algo. A anestesista era simpática, a filha dela estava também em trabalho de parto e são conhecidos do meu pai.
Por fim as dores aliviaram durante umas horas, mais precisamente duas em ponto. Fiquei completamente em estado Zen, as pernas ficam meio dormentes e não se sente rigorosamente nada da cintura para baixo. O meu nino esteve sempre ao meu lado. Lembro-me de pedir a algália mas não conseguir fazer nada. Fizeram-me mais toques e disseram que estava atrasado. E quando as dores voltaram de novo pedi a algália de novo mas não me trouxeram. Esperei, esperei até que apareceu novo enfermeira e pedi de novo, viu que a coisa estava atrasada ainda. Quando ela a foi buscar, isto às 19.30 , o meu nino saiu para jantar.  Disse à enfermeira que estava a sentir algo e as aguas rebentaram nesse momento e foi uma questão de minutos.  Disse que o meu nino tinha acabado de sair mas disseram que o parto estava atrasado. Até que a auxiliar sentiu-me aflita e foi ver e disse-me é agora. Foi chamar as enfermeiras e a obstetra. A enfermeira lá ligou ao meu nino. Quando a obstetra chegou disse-me para aguentar até o pai chegar, mas eu disse-lhe que não dava e ela nem teve tempo de me cortar. Às 19:56 h, a princesa nasceu.
Desta vez senti tudo e estive sozinha.
Puseram-me a princesa durante vários minutos em cima da minha barriga e peito ainda com o cordão umbilical.  Era tão linda e perfeitinha, com muito cabelo e contei-lhe logo todos os dedinhos. Depois cortaram o cordão umbilical e puseram mais um pouco em cima de mim até o pai chegar. O pai chegou e chorou que nem uma madalena, por minutos não viu a menina nascer. Depois limparam-na, vestiram-na e foi para o colo do pai enquanto tratavam de mim.
A seguir fomos para o recobro, onde desta vez estivemos duas horas acompanhadas com o papá. A minha menina mamou pela primeira vez. Minutos depois pedi para me sentarem porque não tinha dores nenhumas. O meu nino antes de me levarem para o quarto foi a casa buscar os meus pais e o meu filhote.
O Rafael ficou encantado com a mana.

Na estadia do hospital:
Ai sim somos confrontados com o que vai ser nos próximos dias. Já não me lembrava do quão cansativo ia ser. Os choros, as fraldas, as cólicas...A minha sorte é que isto é como andar de bicicleta, o instinto fala mais alto. Tínhamos direito ao nosso acompanhante das 13H às 20H, o que é óptimo porque não nos sentimos tão sozinhas. Mesmo assim por vezes sentia-me só... eu sei que exagero mas as hormonas estão em alta e tornamos-nos sensíveis a tudo, tudo é motivo para chorar. O meu nino foi todos os dias com o Rafael nesse horário... o que é muito stressante para uma criança... às tantas eles estavam os dois no pc portátil  e telemóvel e eu a olhar para eles... e essa parte stressava-me.
Depois reensinaram-me a dar banho de novo... mais uma vez fiquei insegura nessa parte, mas lá consegui :). As únicas dores que tive foram as do útero a contrair, são pequenas contracções que são bastante dolorosas. Mas com tanto comprimido que se toma passa um pouco despercebido.
As minhas companheiras de quarto eram simpáticas.Todas tivemos meninas e as duas meninas iam-se chamar Ana, o que achei curioso.
Depois descobri que a minha futura cunhada anunciou no facebook cinco minutos depois da menina nascer que tal tinha acontecido. Fiquei furiosa porque para além de nos identificar eu não o queria fazer, não assim... havia pessoas das quais ia enviar sms, ou telefonar mais tarde... e para mais nessa altura o meu nino nem sequer estava ao meu lado ainda no hospital. Achei uma tremenda falta de respeito. Ainda para mais nem sequer me enviou qualquer tipo de mensagem ou telefonema a dar parabéns... enfim... já passou e está tudo bem...
As visitas eram sempre muito rápidas, O tempo que lhes dão é curto e ainda bem... nós sentimos-nos tão cansadas que queremos sossego... o que com o Rafael era difícil. No hospital as noites são compridas, passamos as noites completamente em claro, Só houve uma noite que estava tão mas tão cansada e sozinha no quarto que consegui dormir uma horinha e quando acordei assustei-me porque estava a enfermeira ao meu lado com a menina ao colo e disse-me que ela estava a chorar e estranhou.
Sei que entrei numa quarta-feira e Sexta-feira eu tive alta mas a princesa não! Mais uma vez tive que lá ficar cinco dias porque a pequena ficou com ictricia. Tudo por causa do nosso sangue incompatível. Foi horrível ver a nossa pequena naquele "forno", com uns óculos muito pequenos de pano para taparem a vista dos raios. Só com a fraldinha e a desidratarem completamente.
No Sábado não me deram alta porque a pequena perdeu mais de 10% do peso que deveria ter perdido. E no Domingo quase que ficava de novo porque o pediatra disse que já estava amarelinha de novo. Mas os valores estavam bons e ao final do dia finalmente deram-lhe alta.
Ainda durante o internamento fomos-a registar no hospital. Decidimos uns minutos antes que ia ter sobrenome.  Depois já no registo o senhor disse-nos que de certeza não havia nome igual ao dela, lol. Começo a pensar se será assim tão mau... é que algumas pessoas têm reacções estranhas.. Aliás ouvi uma médica que estava noutra sala a criticar o nome Edna....

Em casa:
Os primeiros dias são sempre caoticos. A habituação aos horários e a toda a logística leva o seu tempo.
O Riscas e a Bianca receberam-na muito bem, eu tinha algum receio, principalmente do Riscas.
Os pontos nunca me doeram... eu andava e sentava-me bem até uns dias depois em casa... onde escorreguei e caí de cú. Aí sim tive dores horríveis como já não me lembrava.
Também não sei como depois de um prato se partir, fiz um grande golpe de uma ponta à outra, onde só se via sangue por todo o lado, a hemorragia não parava e eu senti-me muito mal.
Foram umas atrás das outras, que ainda hoje não percebo quem me quereria tão mal. O Rafael diz que toda a altura desde a gravidez ao nascimento da mana foi só azar. E mesmo com todas as situações menos boas pelas quais passámos estou feliz por a princesa ter chegado para iluminar os nossos dias junto ao mano,