Como a princesa não queria nascer, o parto ficou marcado para dia 29 de Julho às 41 semanas.
Tal como da primeira vez a marcação estava para as 9 horas da manhã. Deixámos o Rafael na casa dos meus pais e lá fomos nós antecipados. Para a ocasião posso dizer-vos que até ia bastante serena.
O meu nino tal como da primeira vez teve que ficar umas horas fora do bloco de partos a aguardar que o chamassem. Nessas horas, cerca de duas, comecei por fazer um CTG, onde estive acompanhada por uma colega do curso de preparação para o parto. Depois fui ter com a obstetra que me fez o toque. Como a princesa ainda estava muito em cima e estava tudo composto para mais umas semanas dentro da barriga, a obstetra descolou as membranas para adiantar e foi bastante doloroso.
Depois tive que vestir uma bata aberta atrás e outra ao contrário para servir de robe.A seguir fizeram-me ir entregar os meus pertences ao meu nino e como sou bem mandada lá fui eu com um ar super Uau à porta dar espectáculo...
Depois levaram-me para a minha suite e fizeram-me perguntas e mais perguntas, deitaram-me e a seguir como da primeira vez rebentaram-me uma veia da mesma mão... a sacana é teimosa... tudo isto para me porem a soro e com o medicamento para acelerar o parto. Também tive sempre com o aparelho do CTG na barriga, sempre que me mexia aquilo desligava e apitava, o que fazia as enfermeiras irem lá imensas vezes.
Desta vez as coisas foram diferentes, também já se passaram praticamente 7 anos e as coisas têm que evoluir. Tive direito a televisão todo o dia, confesso que só lhe liguei na primeira hora porque depois...De hora a hora tinha direito a um copo de agua e se quisesse podia comer rebuçados.
Por muita pena nossa a máquina fotográfica não pôde entrar e telemóveis era impensável. Teve tudo que ficar num cacifo no lado de fora.
Desta vez tive dores logo muito cedo, para mim pareciam contracções mas o CTG dizia que não e as enfermeiras também. Sempre que a menina mexia era uma tortura, acho que teve a ver com o descolamento das membranas.
De vez em quando iam fazer o toque e diziam-me que não descia, que estava atrasado. O meu nino foi almoçar eu cheia de dores, ele voltou e continuava com dores... até que me deram a epidural. Nesse momento o meu nino saiu para lanchar algo. A anestesista era simpática, a filha dela estava também em trabalho de parto e são conhecidos do meu pai.
Por fim as dores aliviaram durante umas horas, mais precisamente duas em ponto. Fiquei completamente em estado Zen, as pernas ficam meio dormentes e não se sente rigorosamente nada da cintura para baixo. O meu nino esteve sempre ao meu lado. Lembro-me de pedir a algália mas não conseguir fazer nada. Fizeram-me mais toques e disseram que estava atrasado. E quando as dores voltaram de novo pedi a algália de novo mas não me trouxeram. Esperei, esperei até que apareceu novo enfermeira e pedi de novo, viu que a coisa estava atrasada ainda. Quando ela a foi buscar, isto às 19.30 , o meu nino saiu para jantar. Disse à enfermeira que estava a sentir algo e as aguas rebentaram nesse momento e foi uma questão de minutos. Disse que o meu nino tinha acabado de sair mas disseram que o parto estava atrasado. Até que a auxiliar sentiu-me aflita e foi ver e disse-me é agora. Foi chamar as enfermeiras e a obstetra. A enfermeira lá ligou ao meu nino. Quando a obstetra chegou disse-me para aguentar até o pai chegar, mas eu disse-lhe que não dava e ela nem teve tempo de me cortar. Às 19:56 h, a princesa nasceu.
Desta vez senti tudo e estive sozinha.
Puseram-me a princesa durante vários minutos em cima da minha barriga e peito ainda com o cordão umbilical. Era tão linda e perfeitinha, com muito cabelo e contei-lhe logo todos os dedinhos. Depois cortaram o cordão umbilical e puseram mais um pouco em cima de mim até o pai chegar. O pai chegou e chorou que nem uma madalena, por minutos não viu a menina nascer. Depois limparam-na, vestiram-na e foi para o colo do pai enquanto tratavam de mim.
A seguir fomos para o recobro, onde desta vez estivemos duas horas acompanhadas com o papá. A minha menina mamou pela primeira vez. Minutos depois pedi para me sentarem porque não tinha dores nenhumas. O meu nino antes de me levarem para o quarto foi a casa buscar os meus pais e o meu filhote.
O Rafael ficou encantado com a mana.
Na estadia do hospital:
Ai sim somos confrontados com o que vai ser nos próximos dias. Já não me lembrava do quão cansativo ia ser. Os choros, as fraldas, as cólicas...A minha sorte é que isto é como andar de bicicleta, o instinto fala mais alto. Tínhamos direito ao nosso acompanhante das 13H às 20H, o que é óptimo porque não nos sentimos tão sozinhas. Mesmo assim por vezes sentia-me só... eu sei que exagero mas as hormonas estão em alta e tornamos-nos sensíveis a tudo, tudo é motivo para chorar. O meu nino foi todos os dias com o Rafael nesse horário... o que é muito stressante para uma criança... às tantas eles estavam os dois no pc portátil e telemóvel e eu a olhar para eles... e essa parte stressava-me.
Depois reensinaram-me a dar banho de novo... mais uma vez fiquei insegura nessa parte, mas lá consegui :). As únicas dores que tive foram as do útero a contrair, são pequenas contracções que são bastante dolorosas. Mas com tanto comprimido que se toma passa um pouco despercebido.
As minhas companheiras de quarto eram simpáticas.Todas tivemos meninas e as duas meninas iam-se chamar Ana, o que achei curioso.
Depois descobri que a minha futura cunhada anunciou no facebook cinco minutos depois da menina nascer que tal tinha acontecido. Fiquei furiosa porque para além de nos identificar eu não o queria fazer, não assim... havia pessoas das quais ia enviar sms, ou telefonar mais tarde... e para mais nessa altura o meu nino nem sequer estava ao meu lado ainda no hospital. Achei uma tremenda falta de respeito. Ainda para mais nem sequer me enviou qualquer tipo de mensagem ou telefonema a dar parabéns... enfim... já passou e está tudo bem...
As visitas eram sempre muito rápidas, O tempo que lhes dão é curto e ainda bem... nós sentimos-nos tão cansadas que queremos sossego... o que com o Rafael era difícil. No hospital as noites são compridas, passamos as noites completamente em claro, Só houve uma noite que estava tão mas tão cansada e sozinha no quarto que consegui dormir uma horinha e quando acordei assustei-me porque estava a enfermeira ao meu lado com a menina ao colo e disse-me que ela estava a chorar e estranhou.
Sei que entrei numa quarta-feira e Sexta-feira eu tive alta mas a princesa não! Mais uma vez tive que lá ficar cinco dias porque a pequena ficou com ictricia. Tudo por causa do nosso sangue incompatível. Foi horrível ver a nossa pequena naquele "forno", com uns óculos muito pequenos de pano para taparem a vista dos raios. Só com a fraldinha e a desidratarem completamente.
No Sábado não me deram alta porque a pequena perdeu mais de 10% do peso que deveria ter perdido. E no Domingo quase que ficava de novo porque o pediatra disse que já estava amarelinha de novo. Mas os valores estavam bons e ao final do dia finalmente deram-lhe alta.
Ainda durante o internamento fomos-a registar no hospital. Decidimos uns minutos antes que ia ter sobrenome. Depois já no registo o senhor disse-nos que de certeza não havia nome igual ao dela, lol. Começo a pensar se será assim tão mau... é que algumas pessoas têm reacções estranhas.. Aliás ouvi uma médica que estava noutra sala a criticar o nome Edna....
Em casa:
Os primeiros dias são sempre caoticos. A habituação aos horários e a toda a logística leva o seu tempo.
O Riscas e a Bianca receberam-na muito bem, eu tinha algum receio, principalmente do Riscas.
Os pontos nunca me doeram... eu andava e sentava-me bem até uns dias depois em casa... onde escorreguei e caí de cú. Aí sim tive dores horríveis como já não me lembrava.
Também não sei como depois de um prato se partir, fiz um grande golpe de uma ponta à outra, onde só se via sangue por todo o lado, a hemorragia não parava e eu senti-me muito mal.
Foram umas atrás das outras, que ainda hoje não percebo quem me quereria tão mal. O Rafael diz que toda a altura desde a gravidez ao nascimento da mana foi só azar. E mesmo com todas as situações menos boas pelas quais passámos estou feliz por a princesa ter chegado para iluminar os nossos dias junto ao mano,
Por fim as dores aliviaram durante umas horas, mais precisamente duas em ponto. Fiquei completamente em estado Zen, as pernas ficam meio dormentes e não se sente rigorosamente nada da cintura para baixo. O meu nino esteve sempre ao meu lado. Lembro-me de pedir a algália mas não conseguir fazer nada. Fizeram-me mais toques e disseram que estava atrasado. E quando as dores voltaram de novo pedi a algália de novo mas não me trouxeram. Esperei, esperei até que apareceu novo enfermeira e pedi de novo, viu que a coisa estava atrasada ainda. Quando ela a foi buscar, isto às 19.30 , o meu nino saiu para jantar. Disse à enfermeira que estava a sentir algo e as aguas rebentaram nesse momento e foi uma questão de minutos. Disse que o meu nino tinha acabado de sair mas disseram que o parto estava atrasado. Até que a auxiliar sentiu-me aflita e foi ver e disse-me é agora. Foi chamar as enfermeiras e a obstetra. A enfermeira lá ligou ao meu nino. Quando a obstetra chegou disse-me para aguentar até o pai chegar, mas eu disse-lhe que não dava e ela nem teve tempo de me cortar. Às 19:56 h, a princesa nasceu.
Desta vez senti tudo e estive sozinha.
Puseram-me a princesa durante vários minutos em cima da minha barriga e peito ainda com o cordão umbilical. Era tão linda e perfeitinha, com muito cabelo e contei-lhe logo todos os dedinhos. Depois cortaram o cordão umbilical e puseram mais um pouco em cima de mim até o pai chegar. O pai chegou e chorou que nem uma madalena, por minutos não viu a menina nascer. Depois limparam-na, vestiram-na e foi para o colo do pai enquanto tratavam de mim.
A seguir fomos para o recobro, onde desta vez estivemos duas horas acompanhadas com o papá. A minha menina mamou pela primeira vez. Minutos depois pedi para me sentarem porque não tinha dores nenhumas. O meu nino antes de me levarem para o quarto foi a casa buscar os meus pais e o meu filhote.
O Rafael ficou encantado com a mana.
Na estadia do hospital:
Ai sim somos confrontados com o que vai ser nos próximos dias. Já não me lembrava do quão cansativo ia ser. Os choros, as fraldas, as cólicas...A minha sorte é que isto é como andar de bicicleta, o instinto fala mais alto. Tínhamos direito ao nosso acompanhante das 13H às 20H, o que é óptimo porque não nos sentimos tão sozinhas. Mesmo assim por vezes sentia-me só... eu sei que exagero mas as hormonas estão em alta e tornamos-nos sensíveis a tudo, tudo é motivo para chorar. O meu nino foi todos os dias com o Rafael nesse horário... o que é muito stressante para uma criança... às tantas eles estavam os dois no pc portátil e telemóvel e eu a olhar para eles... e essa parte stressava-me.
Depois reensinaram-me a dar banho de novo... mais uma vez fiquei insegura nessa parte, mas lá consegui :). As únicas dores que tive foram as do útero a contrair, são pequenas contracções que são bastante dolorosas. Mas com tanto comprimido que se toma passa um pouco despercebido.
As minhas companheiras de quarto eram simpáticas.Todas tivemos meninas e as duas meninas iam-se chamar Ana, o que achei curioso.
Depois descobri que a minha futura cunhada anunciou no facebook cinco minutos depois da menina nascer que tal tinha acontecido. Fiquei furiosa porque para além de nos identificar eu não o queria fazer, não assim... havia pessoas das quais ia enviar sms, ou telefonar mais tarde... e para mais nessa altura o meu nino nem sequer estava ao meu lado ainda no hospital. Achei uma tremenda falta de respeito. Ainda para mais nem sequer me enviou qualquer tipo de mensagem ou telefonema a dar parabéns... enfim... já passou e está tudo bem...
As visitas eram sempre muito rápidas, O tempo que lhes dão é curto e ainda bem... nós sentimos-nos tão cansadas que queremos sossego... o que com o Rafael era difícil. No hospital as noites são compridas, passamos as noites completamente em claro, Só houve uma noite que estava tão mas tão cansada e sozinha no quarto que consegui dormir uma horinha e quando acordei assustei-me porque estava a enfermeira ao meu lado com a menina ao colo e disse-me que ela estava a chorar e estranhou.
Sei que entrei numa quarta-feira e Sexta-feira eu tive alta mas a princesa não! Mais uma vez tive que lá ficar cinco dias porque a pequena ficou com ictricia. Tudo por causa do nosso sangue incompatível. Foi horrível ver a nossa pequena naquele "forno", com uns óculos muito pequenos de pano para taparem a vista dos raios. Só com a fraldinha e a desidratarem completamente.
No Sábado não me deram alta porque a pequena perdeu mais de 10% do peso que deveria ter perdido. E no Domingo quase que ficava de novo porque o pediatra disse que já estava amarelinha de novo. Mas os valores estavam bons e ao final do dia finalmente deram-lhe alta.
Ainda durante o internamento fomos-a registar no hospital. Decidimos uns minutos antes que ia ter sobrenome. Depois já no registo o senhor disse-nos que de certeza não havia nome igual ao dela, lol. Começo a pensar se será assim tão mau... é que algumas pessoas têm reacções estranhas.. Aliás ouvi uma médica que estava noutra sala a criticar o nome Edna....
Em casa:
Os primeiros dias são sempre caoticos. A habituação aos horários e a toda a logística leva o seu tempo.
O Riscas e a Bianca receberam-na muito bem, eu tinha algum receio, principalmente do Riscas.
Os pontos nunca me doeram... eu andava e sentava-me bem até uns dias depois em casa... onde escorreguei e caí de cú. Aí sim tive dores horríveis como já não me lembrava.
Também não sei como depois de um prato se partir, fiz um grande golpe de uma ponta à outra, onde só se via sangue por todo o lado, a hemorragia não parava e eu senti-me muito mal.
Foram umas atrás das outras, que ainda hoje não percebo quem me quereria tão mal. O Rafael diz que toda a altura desde a gravidez ao nascimento da mana foi só azar. E mesmo com todas as situações menos boas pelas quais passámos estou feliz por a princesa ter chegado para iluminar os nossos dias junto ao mano,






















